História de Francisco e Clara

 

 

São Francisco de Assis  nasceu em Assis em 1182  e faleceu em 3 de outubro de 1226. A Ordem dos Frades Menores (em latim Ordo Fratrum Minorum, O.F.M.), também conhecida por Ordem de São Francisco, por Ordem dos Franciscanos ou Ordem Franciscana, é a Ordem religiosa fundada por São Francisco de Assis. Esta ordem religiosa tem como ramos: os Frades Franciscanos Conventuais (de 1209) - com hábito religioso cinzento, capuz e cordão; os Frades Franciscanos Observantes com regra simplificada pelo Papa Leão XIII (das Reformas 1368/1897) - de hábito castanho e capuz curto; os Frades Franciscanos Capuchinhos (de 1528) (ramo reformado dos Franciscanos Observantes) - de hábito castanho, capuz curto e todos de cordão branco com os três nós que representam os conselhos evangélicos; e os Frades Franciscanos da Imaculada Conceição (ramo reformado dos Franciscanos Conventuais) - de hábito cinza-azulado e com a medalha milagrosa de Nossa Senhora.

Santa Clara de Assis nasceu em Assis em 16 de julho de 1193 e faleceu em 11 de agosto de 1253. Um ano antes de sua morte em 1253, Santa Clara assistiu a Celebração da Eucaristia  sem precisar sair do seu leito. Neste sentido é que é aclamada como protetora da televisão. Fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas.

A quem lhe perguntava qual a razão de tal alegria, São Francisco respondia que “ela deriva da pureza do coração e da constância na oração”.
 Eis então uma das belas orações atribuídas a São Francisco de Assis:


Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.


O Cântico ao Irmão Sol, ou Cântico das Criaturas
Altíssimo, onipotente e bom Senhor, a ti subam os louvores, a glória e a honra e todas as bênçãos!
A ti somente, Altíssimo, eles são devidos, e nenhum homem é sequer digno de dizer teu nome.
Louvado sejas, Senhor meu, junto com todas tuas criaturas, especialmente o senhor irmão sol, que é o dia e nos dá a luz em teu nome.
Pois ele é belo e radioso com grande esplendor, e é teu símbolo, Altíssimo.
Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã lua e as estrelas, as quais formaste claras, preciosas e belas.
Louvado sejas, Senhor meu, pelo irmão vento, e pelo ar, pelas nuvens e o céu claro, e por todos os tempos, pelos quais dás às tuas criaturas sustento.
Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã água, que é tão útil e humilde, e preciosa e casta.
Louvado sejas, Senhor meu, pelo irmão fogo, por cujo meio a noite alumias, ele que é formoso e alegre e robusto e forte.
Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã, nossa mãe, a terra, que nos sustenta e nos governa, e dá tantos frutos e coloridas flores, e também as ervas.
Louvado sejas, Senhor meu, por aqueles que perdoam por amor a ti e suportam enfermidades e atribulações.
Benditos aqueles que sustentam a paz, pois serão por ti, Altíssimo, coroados.
Louvado sejas, Senhor meu, por nossa irmã, a morte corpórea, da qual nenhum homem vivo pode fugir.
Pobres dos que morrem em pecado mortal! e benditos quem a morte encontrar conformes à tua santíssima vontade, pois a segunda morte não lhes fará mal.
Louvai todos vós e bendizei o meu Senhor, e dai-lhe graças, e o servi com grande humildade!